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UNIÃO PARA O BEM DE TODOS

A natureza nos mostra exemplos claros de parcerias e vida comunitária. Os cachorros selvagens das savanas africanas conseguem caçar grandes animais graças à ação conjunta e organizada de seus membros que isola a presa, cerca e derruba, garantindo alimento para toda a matilha por dias. Esta ação ocorre por conta da necessidade de busca de alimento e sobrevivência do indivíduo e de toda a família. Existem brigas e competições internas visando à liderança da matilha, o direito de reproduzir com as fêmeas do grupo, repassando para as futuras gerações os genes dos indivíduos mais fortes e competitivos. As formigas e as abelhas também ganham força com a união. Existem castas ou classes nestas populações com funções pré determinadas. No reino das saúvas, a rainha só põe ovos visando à reprodução e o crescimento da colônia. Os operários cuidam do formigueiro e coletam o alimento e os soldados protegem as colônias até a morte, caso seja necessário. Diferente da matilha de cachorros selvagens, não existe mudanças de classe, ou seja, o individuo nasce para uma função e morre nela. O seu pequeno tamanho é compensado pelo grande número de indivíduos que compõem a comunidade e pela sua dedicação a ela. O bicho homem também é um ser sociável que vive em comunidade. As nossas sociedades também sobrevivem graças à integração dos indivíduos, cada um cumprindo o seu papel. Estamos divididos em classes associadas a diversos aspectos como renda, patrimônio, profissão e educação. Mas a nossa sociedade tem uma pequena diferença da sociedade das saúvas: os indivíduos não são obrigados a viver na classe social que nasceram. O bicho homem está em constante busca da sua melhoria de vida ou ascensão social. Muitas vezes ele não almeja atingir o topo da cadeia ou a liderança, mas a simples mudança de classe já o torna realizado. Muitas pessoas ficam realizadas apenas em ter a sua casa própria e seu carrinho usado enquanto outros visam muito mais. Com o tempo o homem percebeu que estas melhorias na sua qualidade de vida dependiam não apenas dele, mas da sociedade em que ele vive. Descobriu que a união de classes semelhantes fortalecia todo o grupo fazendo com que o padrão de vida de todos melhorasse. Temos exemplos de vários sindicatos no Brasil que tornaram classes profissionais antes desconhecidas e mal remuneradas em classes reconhecidas, respeitadas e com melhorias significativas no padrão de vida dos seus membros e suas famílias. Mas o bicho homem é organizado até determinado ponto. Quando as suas principais metas são obtidas através das atividades conjuntas e solidárias e a sua satisfação pessoal e familiar é atingida, aflora no homem o lado individualista e egoísta. Ele esquece do coletivo e de seus colegas de classe que também buscam atingir seus objetivos pessoais tornando mais difícil a ascensão deles. É claro que nem todos pensam desta forma, mas o simples enfraquecimento de um movimento pela saída ou não participação de seus membros torna cada vez mais difícil a ascensão financeira e social dos demais indivíduos da classe. Infelizmente muitos acham que ao atingir determinado status social estão garantidos podendo abandonar a classe e caminhar com as próprias pernas. Tolo engano. No mundo atual, globalizado e competitivo onde até mesmo as maiores empresas do mundo quebram, não existe garantia de nada. Uma maior estabilidade somente será conseguida com a união das classes e a participação maciça de todos os seus membros. Cooperativas, associações, sindicatos só serão fortes com a participação efetiva e ativa de seus membros. O isolamento e a não participação de alguns gera o enfraquecimento de toda a classe, principalmente neste momento de crise que estamos vivendo. Como diz uma frase no site da associação dos produtores rurais do Mato Grosso: “Queixada fora do bando é comida de onça”. asylvio@univale.br

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