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AS CHUVAS, O MEIO AMBIENTE E OS SEUS CICLOS

O período das chuvas está chegando. Está na hora de adubar, preparar as mudas e as sementes e plantar. É neste período que os dias ficam mais longos, a radiação solar e a temperatura aumentam e a quantidade de água, fatores fundamentais para o desenvolvimento das plantas. Mas, para o processo ser realmente completo o solo também deve estar no ponto em relação a sua estrutura, porosidade, drenagem dentre outros atributos físicos. Solos que não apresentam estes atributos prejudicam o desenvolvimento das plantas não dando o retorno esperado em relação a sua produtividade. Solos com má drenagem por exemplo, tendem a ser erodidos com muita facilidade carregando para longe a camada mais fértil dos solos. Em relação às casas e construções localizadas nas encostas dos morros também devemos estar preparados. Os solos destas áreas não possuem sustentabilidade devido à falta de vegetação, principalmente das raízes que seguram a sua estrutura como uma estrutura de aço em uma laje e concreto. Os tipos de cortes dos solos para construção das casas favorecem o desmoronamento, pois se tornam frágeis devido à infiltração da água, não suportando o seu peso e os das casas arrastando tudo pela frente graças à ação da gravidade. O Rio Doce sobe devido ao seu assoreamento e redução de sua calha com bairros sendo construídos “colados” ao rio, local onde deveriam existir matas ciliares onde qualquer aumento de nível causa apreensão da população e perdas, principalmente de bens materiais. A ausência praticamente total das matas na região faz aumentar ainda mais as temperaturas e conseqüentemente o regime hídrico com chuvas fortes durante determinado período e outros sem chuva em pleno período das águas, os chamados veranicos que prejudicam seriamente as lavouras que foram plantadas contando com a água das chuvas. O tratamento das águas pelas estações de tratamento fica dificultado devido à água mais barrenta rica em argila vinda da erosão dos solos das propriedades rurais. Estes problemas surgem devido à expansão desordenada no meio urbano e rural, a falta de planejamento de ocupação, a falta de respeito às leis e trazem conseqüências graves a toda a população. O crescimento das cidades deve ser planejado considerando-se a população e também o meio ambiente, um dos fatores principais associados à qualidade de vida das pessoas. Não podemos deixar a nossa situação chegar a níveis gravíssimos como ocorre em Teolfilo Otoni onde o rio que abastece a cidade está secando comprometendo o abastecimento de água da cidade. Imaginem uma cidade como nossa sem água durante os dias quentes de verão onde as temperaturas atingem 40º brincando? Temos que ouvir os mais velhos que acompanharam todas as mudanças ambientais da região nas últimas décadas e refletir sobre as mudanças que ocorrerão no nosso futuro se ações concretas não forem realizadas para mudar este quadro que não é dos melhores. asylvio@nivale.br

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